Audiência no MPT-PR discute a situação trabalhista dos imigrantes haitianos

Curitiba - Na próxima sexta-feira, dia 1º de agosto, acontece na sede do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) uma audiência pública para debater a questão do trabalho dos haitianos na construção civil do estado. A ideia para a audiência surgiu por conta de uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil (Sintracon) de que os trabalhadores haitianos estariam sendo contratados sem que os direitos sociais trabalhistas fossem observados.

Empregadores têm até o dia 7 de agosto para regularizar contratação de trabalhadores domésticos

Curitiba - Passado mais de um ano da aprovação da PEC das Domésticas, está chegando ao fim o prazo para regularização da contratação em carteira desses trabalhadores. Até o dia 8 de agosto, todos os empregados que prestam serviços domésticos de forma contínua em residências, como caseiros, vigilantes, porteiros e as empregadas domésticas, devem ter registro em carteira, sob pena de multa de R$800 a R$1 mil. Se comprovada a irregularidade em ação judicial individual, além da indenização o empregador terá que arcar com todos os pagamentos devidos, como férias proporcionais não pagas, 13º salário e horas-extras.

MPT-PR participa das audiências de greve do transporte público de Ponta Grossa e da saúde de Curitiba

Curitiba -  O Ministério Público do Trabalho atua juntamente com a Justiça do Trabalho na tentativa de solucionar, mediante conciliação, os dissídios de greve. Não havendo possibilidade de acordo, o dissídio é julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho. Na última semana, o procurador regional do trabalho Luiz Renato Camargo Bigarelli, que atua no Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR), participou de duas importantes audiências de greve que resultaram em acordo.

No dia 4 de junho ocorreu, no Tribunal Regional do Trabalho em Curitiba, um dissídio de greve entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros Urbanos, Intermunicipal, Interestadual e Fretamento de Ponta Grossa (Sintropas-PG) e a Viação Campos Gerais Ltda. Os trabalhadores já se encontravam em sua terceira semana de paralisação, o que afetava cerca de 70 mil usuários do transporte coletivo na cidade. Na audiência ficou acordado, entre outros pontos, que a categoria receberá um reajuste salarial imediato de 9% e de 1% (para que se alcance um patamar de 10%) quando for efetivada a implementação dos subsídios prometidos pela prefeitura; um reajuste de 9% no tíquete/cesta-alimentação e, ainda, uma compensação escalonada dos dias de paralisação no prazo de seis meses.

Já no dia 5 de junho, o procurador Bigarelli participou de outra audiência de conciliação entre o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc), o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Paraná (Sindipar) e a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes). A greve, em seu terceiro dia, estava causando prejuízos incalculáveis para a população que necessitava de atendimento médico-hospitalar. Na audiência, que também ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho em Curitiba, ficou acordado, entre outras questões, um aumento de 10% no piso dos trabalhadores; um reajuste para os demais salários equivalente a 8%, sendo 6,80% em 10 de maio (data-base) e 1,20% a partir de 10 de janeiro de 2015; um auxílio-alimentação no valor de R$300; a compensação dos dias de paralisação de forma escalonada e no limite de uma hora e meia mensal por trabalhador e o retorno ao trabalho de 100% da categoria no dia 6 de junho de 2014. O Sindesc pretendia um aumento de 12% para salários e pisos e um auxílio-alimentação no valor de R$320.