MPT-PR deu prazo de cinco dias para Clube Atlético se manifestar sobre reivindicações do Sindijor

Na tarde de quinta-feira (14), o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) realizou audiência de mediação entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor) e o Clube Atlético Paranaense. A audiência, solicitada pelo sindicato, ocorreu para tentar solucionar a questão das restrições promovidas pelo Atlético aos profissionais da imprensa esportiva.

De acordo com o presidente do Sindijor, Guilherme Carvalho, as reivindicações da entidade são a abertura de janelas para captação de imagens durante os treinamentos, a realização de entrevistas coletivas e a possibilidade dos jornalistas entrevistarem jogadores e membros da comissão técnica no intervalo das partidas, além da participação da imprensa na entrevista coletiva com direito a voz no final dos jogos.

Os advogados do Clube Atlético Paranaense explicaram que neste momento não há chances de qualquer abertura à imprensa, mas levarão as reivindicações à diretoria do clube. Ainda, para eles, esta discussão é reflexo de uma gestão inovadora.

O MPT-PR concedeu prazo de cinco dias para o Clube Atlético Paranaense se pronunciar sobre as reivindicações do Sindicato dos Jornalistas, dando uma resposta diretamente à entidade.

De acordo com o procurador Luis Antônio Vieira, do MPT, a mediação foi marcada em respeito à liberdade de imprensa, já que a matéria não tem estreita vinculação com a atuação do MPT. "Foi uma maneira de oferecer a possibilidade dos representantes da organização sindical e do clube sentarem e tentarem um acordo", explica.

Para Carvalho, o Atlético foi irredutível. "Eles não querem abrir mão do monopólio da informação. O próximo passo do Sindijor é entrar com uma liminar judicial para garantir aos jornalistas direito de fazer uma cobertura plural”, explica.

Gisele Rosso / ASCOM MPT-PR

MPT-PR ajuíza ação contra Evangélico para pagamento de salários atrasados

O Ministério Público do Trabalho no Paraná ajuizou, no início de fevereiro, ação civil pública contra a Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba em razão de diversas irregularidades no Hospital Universitário Evangélico relacionadas ao pagamento de trabalhadores.

No final da tarde de quinta-feira(14), a Justiça do Trabalho concedeu prazo de cinco dias para que o Evangélico se manifeste sobre pedido de antecipação de tutela do MPT-PR. Somente depois da manifestação, a justiça irá decidir sobre a concessão da liminar.

Na ação, a procuradora Patrícia Blanc Gaidex requer a determinação do pagamento dos salários até o quinto dia útil de todos os seus empregados, do 13º salário na forma e prazos legais e da remuneração de férias até dois dias antes do início do período de gozo. Além disso, a Sociedade Evangélica Beneficente deve conceder férias aos trabalhadores conforme previsto em lei e recolher integralmente as contribuições do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

O MPT-PR pede também multa diária de R$ 1mil por obrigação descumprida e trabalhador prejudicado, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A ação está em trâmite na 9ª Vara do Trabalho de Curitiba.

Gisele Rosso / ASCOM MPT-PR

MPT-PR e MP-PR irão acompanhar fiscalização de casas noturnas em Curitiba

Em reunião realizada nesta quinta-feira (31), na Procuradoria-Geral de Justiça, em Curitiba, integrantes do Ministério Público do Trabalho no Paraná e Ministério Público do Paraná discutiram, juntamente com o comando do Corpo de Bombeiros e com representantes da Secretaria de Urbanismo de Curitiba e da Auditoria Fiscal do Trabalho, estratégias para fortalecer a fiscalização de bares, restaurantes, casas noturnas entre outros ambientes onde há grande concentração de pessoas. O MPT-PR e o MP-PR irão integrar as ações de fiscalização a fim de contribuir com o aumento da segurança do público que frequenta esses locais, bem como exigir que a legislação que protege o consumidor, o trabalhador e o meio ambiente seja respeitada.

Vários pontos foram debatidos na reunião, entre eles, a preocupação com o não cumprimento de normas de segurança e de combate a incêndio, com irregularidades nas construções, além da superlotação em bares e casas noturnas. De acordo com as normas do Corpo de Bombeiros, a capacidade de um ambiente deve ser de duas pessoas por metro quadrado. Também foi discutida a necessidade do resgate e do aperfeiçoamento da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU), não só na capital, mas também em cidades do interior do Paraná.

Participaram da reunião o procurador-chefe Ricardo Bruel da Silveira e a procuradora do Trabalho Margaret Matos de Carvalho, do MPT-PR; os procuradores de Justiça Saint-Clair Honorato Santos e Ciro Expedito Scheraiber, os promotores de Justiça Maximiliano Ribeiro Deliberador e Raquel Juliana Fulle, representando o MP do Paraná nas áreas do meio ambiente e do consumidor, respectivamente; o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Eduardo Guilherme Reiner; o coronel Luiz Henrique Pombo do Nascimento, comandante do Corpo de Bombeiros no Paraná; o assessor da Secretaria Municipal de Urbanismo de Curitiba, Rafael Mueller, e o engenheiro civil Marcelo Bremer, diretor do Departamento de Fiscalização da referida Secretaria.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MP-PR

ASCOM MPT - PR

Contraf e Contec pedem reintegração dos 1.153 trabalhadores demitidos. Mas alguns sindicatos estaduais aceitam a proposta do banco

O banco Santander e as confederações do Ramo Financeiro (Contraf) e dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) não entraram em acordo sobre demissão sem justa causa de 1.153 trabalhadores ocorrida em dezembro de 2012 em todo o país. Em audiência realizada em Brasília nesta quarta-feira (23), mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), as entidades alegam que o número de dispensados caracteriza demissão em massa. O banco discorda.

As confederações pedem a reintegração dos trabalhadores dispensados e imposição de cláusula que estabelece negociação preventiva em casos de demissão coletiva. E os sindicatos dos Bancários da Bahia e da Paraíba conseguiram liminares na Justiça que garantem a reintegração dos demitidos e impedem demissões coletivas.

O banco, por sua vez, manteve a proposta de indenizar em até R$ 5 mil os trabalhadores demitidos com menos de 10 anos de serviço. Propôs também a reintegração ou indenização dos bancários que estavam a seis meses de entrar na estabilidade pré-aposentadoria e aos que têm doenças (HIV, câncer ou lúpus).

As federações de São Paulo e Mato Grosso do Sul e o sindicato de Campinas (SP) aceitaram a proposta do Santander, que vai aguardar uma posição final dos sindicatos estaduais até sexta-feira (25). Na próxima terça-feira (29), o banco deverá apresentar ao MPT uma lista das entidades que se manifestarem favoráveis ao acordo.

Impasse – Na audiência, a Contraf apresentou estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que revela aumento de 350,4% nas demissões de dezembro com relação a novembro de 2012. O banco nega este percentual, afirmando que o número de demitidos em dezembro não é atípico, considerando o quadro geral da empresa, que têm 53,9 mil empregados.

ASCOM MPT

Falta estrutura ao Estado para erradicar o trabalho escravo

Na próxima segunda-feira, 28 de janeiro, celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O procurador-geral do Trabalho e especialista em trabalho escravo contemporâneo, Luís Camargo, lamenta que em pleno século XXI haja no Brasil trabalhadores submetidos a situações degradantes e humilhantes, caracterizando condição análoga à de escravidão, e aponta a falta de estrutura do Estado para a erradicação da prática.

“Infelizmente, ainda temos um grande número de denúncias e muitas delas não são verificadas por falta de estrutura. Há carência de auditores fiscais do trabalho, carência de servidores e procuradores no Ministério Público do Trabalho. Enquanto não conseguirmos superar essas carências, nós estaremos distantes da proposta do Estado brasileiro de erradicar o trabalho escravo contemporâneo”, afirmou o procurador-geral do Trabalho.

Prioridade – Luís Camargo ressaltou, no entanto, que essa é uma das prioridades do Ministério Público do Trabalho (MPT). “Erradicar o trabalho escravo contemporâneo é meta prioritária e não vamos medir esforços para cumpri-la.” O Ministério Público do Trabalho conta com um setor que atua exclusivamente no combate ao trabalho escravo, a Conaete – Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.

Resgate de trabalhadores – Em 2012, o grupo móvel de fiscalização de trabalho escravo, composto pelo MPT, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Polícia Federal, resgatou 1.684 trabalhadores em situação análoga à de escravidão e obteve para os trabalhadores R$ 6,8 milhões em indenizações. Foram 91 operações, 166 estabelecimentos fiscalizados e 2.483 autos de infração lavrados.

Chacina de Unaí – O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo foi criado como forma de homenagear os auditores fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados nesta data, há nove anos, quando realizavam uma fiscalização na zona rural de Unaí (MG).

Informações:

Procuradoria-Geral do Trabalho

Assessoria de Comunicação

(61) 3314-8222

ASCOM MPT