MPT de Foz do Iguaçu faz recomendações a candidatos a prefeito da região oeste

O Ministério Público do Trabalho em Foz do Iguaçu encaminhou Recomendação a todas as coligações e partidos políticos de candidatos a prefeito nos 10 municípios da região oeste onde o órgão atua.

De acordo com o procurador Vanderlei Rodrigues, o objetivo é assegurar a dignidade e os direitos dos trabalhadores contratados em campanhas eleitorais para prestação de serviços.

Foram encaminhadas, até a última sexta-feira (14), Recomendações aos candidatos a prefeito de Foz do Iguaçu, Medianeira, Diamante do Oeste, Itaipulândia, Matelândia, Missal, Ramilândia, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu.

O MPT recomenda aos candidatos, coligações e partidos que não contratem menores de 18 anos de idade para trabalhar nas ruas na distribuição de panfletos, materiais de publicidade eleitoral ou segurando bandeiras, cartazes e banners. Caso sejam contratados maiores de 16 anos, eles devem trabalhar apenas internamente nos comitês ou sede das instituições políticas.

Outra recomendação é que não devem sujeitar os trabalhadores contratados a jornadas exaustivas e sem repouso semanal remunerado. O valor pago ao trabalhador não pode ser inferior ao valor-hora, valor-dia ou valor-mês decorrentes do salário mínimo vigente no Paraná.

O descumprimento das obrigações é considerado ato ilícito, além de desrespeito à ordem jurídica, cabendo medidas nos âmbitos trabalhista, administrativo, penal, civil, eleitoral, entre outros.

Gisele Rosso / ASCOM MPT-PR

MPT-PR abre processo seletivo para estagiários na área de Direito em Curitiba e interior do Estado

Na segunda-feira (17), o Ministério Público do Trabalho no Paraná abre as inscrições do processo seletivo para a contratação de estagiários na área de Direito. A seleção destina-se à formação de cadastro de reserva em Curitiba e nos municípios de Cascavel, Campo Mourão, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama. As inscrições seguem até o dia 5 de outubro.

São aptos a participar do processo seletivo os estudantes que já tiverem concluído 40% da carga horária ou dos créditos do curso superior de Direito e que estiverem matriculados nas instituições de ensino superior credenciadas e conveniadas com o MPT-PR.

A jornada é de 20 horas semanais, distribuídas, preferencialmente, em quatro horas diárias, de segunda a sexta-feira. A bolsa de estágio atualmente corresponde a R$800 com direito a auxílio transporte, no valor de R$7 reais por dia de frequência ao estágio.

A inscrição será efetuada mediante a entrega de documentação necessária na sede do MPT-PR, em Curitiba, localizada na Avenida Vicente Machado,nº 84, das 13h às 18h. Podem, também, ser realizadas nas unidades do MPT no interior do Estado. Os endereços encontram-se no site www.prt9.mpt.gov.br, assim como o edital, no link "Estágio".

ASCOM MPT - PR

Nota Pública

O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) vem conduzindo investigações para apurar irregularidades na contratação de trabalhadores por salões de beleza instalados em Curitiba. Há indícios de que a contratação de manicures, pedicures, cabeleireiros, maquiadores e outros profissionais do ramo de beleza ocorre sem a anotação da Carteira de Trabalho.

A ausência do registro em carteira impede que o trabalhador tenha direito a hora extra, férias, 13º salário, FGTS, descanso semanal e outras garantias legais. A anotação em carteira não significa redução do salário. Para os trabalhadores do comércio, o salário não se restringe ao piso da categoria, podendo ser acrescido de comissões a serem definidas mediante negociação coletiva ou diretamente entre o profissional e o empregador.

A saúde do trabalhador também é motivo de preocupação do MPT-PR. Somente com o registro em carteira, o profissional terá garantida uma jornada não superior a 44 horas semanais, direito de todos os trabalhadores brasileiros. O excesso de jornada é responsável por doenças ocupacionais e pelo afastamento do empregado de suas atividades normais.

A defesa dos direitos dos trabalhadores é função institucional do Ministério Público do Trabalho. As empresas investigadas poderão apresentar defesa nas esferas cabíveis, sendo respeitados a ampla defesa e o contraditório.

Em outubro, o MPT-PR irá realizar audiência pública para que a sociedade possa participar desse debate.

Gisele Rosso / ASCOM MPT-PR

Justiça determina que cooperativa de crédito regularize jornada de empregados

A Cooperativa de Crédito Rural de Cascavel (Coopavel) terá que regularizar sua conduta em relação à jornada de trabalho de seus empregados. A determinação é da Justiça Trabalhista a pedido do Ministério Público do Trabalho.

De acordo com a procuradora Sueli Bessa, do MPT, que ajuizou a ação civil pública, a empresa descumpre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em vários pontos, como prorrogação da jornada dos trabalhadores além do limite legal, concessão irregular de intervalo intrajornada e entre as jornadas e a manutenção dos empregados trabalhando em dias de feriados nacionais e religiosos, entre outras irregularidades contatadas em fiscalizações.

A Justiça determinou que a Coopavel deixe de prorrogar a jornada de trabalho de seus empregados, além do limite legal previsto na CLT. Também deve conceder intervalo intrajornada de 15 minutos para a jornada de quatro a seis horas diárias, e de uma a duas horas para jornada superior a seis horas, bem como a conceder o intervalo entre jornadas mínimo de 11 horas. Outra determinação da Justiça é que a cooperativa não mantenha empregados trabalhando em dias de feriados nacionais e religiosos, salvo nos casos expressamente previstos na legislação e não adote o sistema de banco de horas, sem a expressa previsão em instrumento coletivo da categoria e observados os demais requisitos legais da CLT.

Caso a Cooperativa de Crédito de Cascavel não cumpra as determinações da Justiça, terá que pagar multa diária no valor de R$ 1 mil por cláusula desrespeitada e por trabalhador prejudicado, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, sem prejuízo do pagamento das horas extras eventualmente devidas.

Gisele Rosso / ASCOM MPT-PR

Audiência Pública faz mediação entre empresas e ONGs de Curitiba para inclusão de aprendizes

Cerca de 150 empresas e várias ONGs de Curitiba compareceram hoje na audiência pública realizada no Ministério Público do Trabalho no Paraná.

"Esta é uma audiência de mediação", frisou a procuradora regional do Trabalho Mariane Josviak, gerente do projeto Aprendizagem Profissional, da COORDINFÂNCIA.

Segundo a procuradora, as empresas que não possuem aprendizes ou estão abaixo da cota exigida pela lei, estão tendo hoje a oportunidade de conhecer as várias instituições sem fins lucrativos para efetuar a contratação de aprendizes, no prazo de 30 dias.

As características do contrato de aprendizagem, os direitos assegurados aos aprendizes, bem como as hipóteses de extinção do contrato foram inicialmente expostas. As dúvidas das empresas presentes puderam ser esclarecidas, a exemplo das micros e pequenas empresas não estarem obrigadas a ter aprendizes e o fato de não ser aplicado ao deficiente aprendiz a idade máxima de 24 anos para contratação.

O cunho social da Lei também foi ressaltado como oportunidade de profissionalização e consequente mudança de comportamento para inúmeros jovens entre 14 e 24 anos.

ASCOM MPT - PR